Canhão espacial: Cientista propõe método econômico de lançamento

Colocar cargas no espaço requer energia e dinheiro. Aliás, muito dinheiro. Atualmente, mesmo com a redução de custos impostos pela crise mundial, colocar uma carga de apenas 1 quilo em órbita baixa custa pelo menos 10 mil dólares, fora uma centena de outros valores envolvidos no processo. No entanto, uma nova técnica promete reduzir drasticamente esses valores e colocar no espaço cargas a 500 dólares por quilo.

A idéia é baseada em um projeto do cientista John Hunter, que em 1992 utilizou um super canhão de 130 metros de comprimento para lançar foguetes supersônicos, mas o novo disparador ultrapassará 1 quilômetro de comprimento.

Mudanças
Originalmente, o pistão alimentado por metano era comprimido com hidrogênio até o ponto em que pressão fosse suficientemente alta para disparar o projétil. No projeto atual, batizado de Quicklaunch, o pistão foi substituído por um sistema de combustão de gás natural, que aquece o hidrogênio a 1430 graus Celsius, aumentando em 500% a pressão dentro do canhão, que terá com 1200 metros de comprimento.

No momento em que o operador abre a válvula, o hidrogênio quente e pressurizado invade o longo cano e se expande, disparando o projétil em direção ao espaço. Assim que a carga deixa a extremidade, um sistema em forma de íris imediatamente se fecha na ponta do cano, permitindo que 93% do hidrogênio permaneçam confinados e sejam reutilizados. Em vôo, um pequeno foguete entra em operação e insere a carga em órbita baixa.

Limitações
Segundo Hunter, a pressão criada seria suficiente para lançar uma carga útil de 450 kg a seis quilômetros por segundo, mas como a força G seria de aproximadamente 5 mil Gs, apenas cargas muito robustas poderiam ser lançadas, como satélites em invólucros reforçados ou contêineres de combustível.

O calor gerado no disparo seria de curta duração, com o projétil atingindo a atmosfera em menos de 100 segundos. Hunter também acredita que o invólucro precisará ser reprojetado, uma vez que a camada externa deverá queimar com o disparo.

Submerso
A proposta do cientista é operar o “Quicklauncher” a partir do oceano, próximo à linha do equador, onde a maior rotação da Terra ajudará a impulsionar a carga em direção ao espaço. O canhão iria flutuar com metade do seu comprimento abaixo da superfície, onde seria estabilizado por um sistema de lastro.

O primeiro disparo será feito em fevereiro, com um protótipo de apenas 3 metros e o teste definitivo com o canhão quilométrico será feito em 7 anos. De acordo com Hunter, o custo estimado para o desenvolvimento é de cerca de 500 milhões de dólares, que apesar de considerável, tem grande potencial de economia a longo prazo, já que o canhão será reutilizável.

Artes: Concepção artística mostra duas cenas do super canhão. No topo, o canhão é visto submerso, estabilizado por sistemas de lastro. Acima, a carga útil é vista após o disparo. Crédito: John Hunter/Quicklaunch/Divulgação.
Fonte: Apolo11

Parece até coisa de desenho animado, mas realmente é boa ideia.
É… vamos esperar o primeiro disparo em fevereiro para ver no que vai dar… eu só acho que eles deveriam fazer um primeiro disparo com um objeto maior e mais pesado, apenas para se ter uma noção… bem.. vai entender esses cientistas…

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