Astronômos preveem colisão de Via Láctea com galáxia vizinha

Ilustração mostra como seria o céu dentro de 3,75 bilhões de anos; Andrômeda (à esq.) preenche a vista e começa a distorcer a posição da nossa Via Láctea. [Créditos: NASA]


Astrônomos estão usando o telescópio espacial Hubble para determinar quando a Via Láctea irá colidir com Andrômeda, sua galáxia vizinha.
As duas galáxias estão se aproximando devido à gravidade que exercem uma sobre a outra. Cientistas acreditam que elas começarão a se fundir dentro de 4 bilhões de anos.

E dentro de outros 2 bilhões de anos elas deverão ser uma única entidade.
Quando isso ocorrer, a posição do nosso sol será abalada, mas tanto o astro como os planetas que orbitam em torno dele enfrentam pouco risco de serem destruídos.
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Aurora boreal: um dos mais belos espetáculos do planeta

Olá pessoal.

Há tempos eu gostaria de postar um artigo sobre auroras boreais, e agora saiu um artigo da redação do Apolo11 que achei muito legal compartilhar aqui.

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Os habitantes das latitudes mais elevadas são bastante privilegiados na observação das auroras, mas nem todos têm uma paisagem a altura do fenômeno. No entanto, quando o cenário colabora é possível ver o quanto nosso planeta é belo, capaz de transformar um violento bombardeio de partículas cósmicas em um espetáculo único em nosso Sistema Solar.

Foto: Aurora Boreal sobre o leste do Alasca, registrada no dia 1 de outubro de 2010 pelo fotógrafo Paul Alsop. (Créditos: Nasa/Apod/Paul Alsop/Apolo11.com)

A foto acima é um exemplo dessa beleza. A cena retrata de forma ímpar as montanhas nevadas de Santo Elias, no Alasca oriental, iluminadas pela cândida luz da Lua que contrasta com o tênue brilho de uma aurora boreal. Acima das montanhas, as espessas nuvens também são iluminadas e projetam sua luz sobre o sereno lago Willow, que testemunha o espetáculo.

Apesar da luz produzida, nem as auroras nem a luz do luar causam poluição luminosa, o que permite que as trilhas das estrelas do hemisfério norte sejam vistas de forma bastante nítida nesta foto de longa exposição, que mais lembra as belas obras impressionistas.

As auroras são produzidas pelo choque entre as partículas carregadas vindas do Sol e os átomos de oxigênio e nitrogênio presentes na alta atmosfera terrestre, que se ionizam e produzem as luzes.

As auroras podem ser previstas através da quantidade de raios-x que chega à Terra e acontecem alguns dias depois que um poderoso evento magnético solar é detectado, mas cá entre nós, diante dessa paisagem quem é que vai ligar para esses detalhes técnicos?

Bons céus!

Fonte: Apolo11

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Para saber mais

A aurora polar é um fenômeno óptico composto de um brilho observado nos céus noturnos em regiões próximas a zonas polares, em decorrência do impacto de partículas de vento solar e a poeira espacial encontrada na via láctea com a alta atmosfera da Terra, canalizadas pelo campo magnético terrestre. Em latitudes do hemisfério norte é conhecida como aurora boreal (nome batizado por Galileu Galilei em 1619, em referência à deusa romana do amanhecer Aurora e ao seu filho Bóreas, representante dos ventos nortes), ou luzes do Norte (nome mais comum entre os escandinavos). Ocorre normalmente nas épocas de setembro a outubro e de março a abril. Em latitudes da do hemisfério sul é conhecida como aurora austral, nome batizado por James Cook, uma referência direta ao fato de estar ao Sul.

O fenômeno não é exclusivo somente à Terra, sendo também observável em outros planetas do sistema solar como Júpiter, Saturno, Marte e Vênus. Da mesma maneira, o fenômeno não é exclusivo da natureza, sendo também reproduzível artificialmente através de explosões nucleares ou em laboratório.

Quem quiser ir mais afundo sobre o estudo das auroras polares, poderá obter informações na página da Wikipedia.

Aurora Boreal

Aurora boreal, sobre o Lago Bear, na base Eielson, da Força Aérea estadunidense, no Alasca.

Aurora Austral

Aurora Austral em Wellington, Nova Zelândia

Solstício: fotógrafo registra nascer do Sol em Stonehenge

O nascer do sol já é algo maravilhoso de presenciar, no solstício então, melhor ainda…
O que me diz então de presenciar o nascer do Sol no solstício de inverno em Stonehenge?!
Algo fantástico demais, só de imaginar.

O fotógrafo Max Alexander, nos permitiu ter um pouco desse “gostinho”, tirando uma das mais belas fotos do Stonehenge, na minha opinião.
Fiquem um pouco com  o nascer do Sol no lugar mais perfeito para ser observado.

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No último dia 21 de junho, o Sol atingiu o ponto mais setentrional do céu do planeta e marcou o início do verão no hemisfério Norte e inverno no hemisfério Sul. Mesmo sendo um evento astronômico bastante comum, em alguns lugares do planeta o acontecimento parece ter um sabor bastante especial.

Nascer do Sol no dia do Solstício de Verão do hemisfério norte. Crédito: Max Alexander, Science & Tecnology Facility Council, do Reino Unido, Nasa/APOD, Apolo11.com.

A imagem acima foi feita em Stonehenge, na Grã-Bretanha e registra um pitoresco nascer do Sol sobre as misteriosas pedras ali colocadas há mais de 4.500 anos. A cena foi registrada pelo fotógrafo inglês Max Alexander, no dia do solstício de junho de 2008.
A origem da construção de Stonehenge ainda é alvo de muitas especulações, mas a mais provável é que monumento foi concebido para que um observador localizado em seu interior possa determinar com bastante precisão o momento astronômico de eventos significativos, como a passagem de planetas, estrelas e naturalmente os solstícios e equinócios. Basta se posicionar entre os 70 blocos que compõe o observatório e olhar na direção correta.
Acredita-se que o observatório tenha sido criado em função das necessidade agrícolas, uma vez que o ritmo da sociedade dos povos pré-históricos estava ligada diretamente aos ciclos das estações do ano e conhecer exatamente esses períodos era condição fundamental para a escolha das épocas de plantio e colheita.
Vale a pena notar que mesmo levando-se em conta a precessão do eixo terrestre ao longo de milhares de anos, até hoje, no dia 21 de junho, o Sol continua a nascer em perfeito alinhamento sobre a pedra principal de Stonehenge, mostrando a grande precisão alcançada pelos seus construtores, 3.500 anos A.C.

Fonte: Apolo11

Solstício de Inverno

Apesar de imperceptível, exatamente às 08h28 de segunda-feira (21/06/2010) os raios solares atingiram o hemisfério Sul da Terra menos diretamente do que nos outros dias do ano. Esse fenômeno é chamado de Solstício de Junho (ou de Inverno), mas é popularmente conhecido por marcar o início do inverno no hemisfério sul e verão no hemisfério norte.

Esse fenômento é causado por dois fatores astronômicos e naturais: a translação da Terra ao redor do Sol e a inclinação do eixo terrestre. Ao contrário do que muitos pensam, as estações do ano nada tem nada a ver com a aproximação maior ou menor entre a Terra e o Sol.

A figura acima ajuda a compreender o fenômeno. Para dar uma volta ao redor do Sol, a Terra leva 365 dias e mais seis horas. Durante essa viagem, a inclinação do eixo não muda e sempre parece apontar para a mesma posição no espaço. Essa inclinação, que é de 23.5 graus, faz com que os hemisférios recebam a incidência de raios solares de forma diferente durante o ano.


Durante o Soltício de Inverno, a inclinação do eixo é mínima no hemisfério Sul (lado direito do gráfico), fazendo com que as regiões abaixo da linha do Equador sejam atingidas menos diretamente pelos raios do Sol. Por outro lado, o hemisfério Norte do planeta estará sendo mais favorecido, com maior incidência solar. Ou seja, enquanto nós comemoramos a chegada do inverno, os habitantes do hemisfério norte comemoram o início do verão.

Pelo gráfico é possível ver que a situação se inverte no mês de dezembro, quando teremos o Solstício de Verão, marcando o início da temporada da estação quente abaixo do equador e o início do inverno no hemisferio norte.

O solstício de inverno também é marcado pelo dia mais curto do ano aqui no hemisfério sul e até a próxima estação as noites serão mais longas que os dias.

Leia também: Sol cruza equador celeste e marca início do outono

Fonte: Apolo11

Supernova misteriosa divide os astrônomos

Supernova ou supervelha? Um grupo de cientistas afirma tratar-se de uma supernova de um tipo até agora desconhecido. Outro grupo afirma tratar-se apenas de uma variação de um tipo já conhecido. (Imagem: Perets et al./Nature)

Tipos de supernovas

Até hoje, astrônomos observaram dois tipos de supernova.

O primeiro é a gigante jovem que explode em uma exibição violenta à medida que entra em colapso por conta de sua própria massa – isto inclui os tipos Ib, Ic e II.

O segundo tipo é o da explosão termonuclear de uma estrela do tipo anã-branca, velha e densa – estas são as supernovas do tipo Ia.

Supernova ou supervelha

Um novo tipo de supernova acaba de ser descrito – ou não.

A novidade, ou melhor, a dúvida, é destaque na edição desta quinta-feira (20/5) da revista Nature em dois artigos: um que defende tratar-se de um novo tipo de supernova e o outro que afirma tratar-se de um tipo conhecido.

A estrela de enorme massa que explodiu foi detectada por meio de telescópios em janeiro de 2005, pouco após ter iniciado o processo de explosão. Desde então, ao investigar a estrela, pesquisadores de diversos países verificaram que se tratava de um fenômeno inusitado.

Pouca massa

Denominada SN2005E, a supernova fica na galáxia NGC1032, vizinha à Via Láctea. Nas análises feitas desde 2005, alguns cientistas concluíram que a quantidade de material ejetado pela supernova era muito reduzida para ter-se originado de uma gigante que explodiu.

Além disso, sua localização, distante das regiões conhecidas e movimentadas nas quais as estrelas se formam, implica que se tratava de uma estrela mais velha que levou bastante tempo para se deslocar de seu berço natal.

Assinatura química

Mas a assinatura química da estrela que explodiu não se encaixa no segundo tipo conhecido de supernova.

“O resultado deixou claro de que se trata de um novo tipo de supernova”, disse Hagai Perets, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos Estados Unidos, primeiro autor de um dos artigos.

Os pesquisadores fizeram diversas simulações em computador de modo a tentar entender que tipo de processo poderia ter levado ao fenômeno observado. Uma importante incógnita é a assinatura química.

Um tipo comum de anã branca que explode (conhecido como supernova tipo Ia) é composto principalmente por carbono e oxigênio, o que é refletido na composição do material ejetado.

“A nova supernova é vazia de carbono e oxigênio. Em vez disso, é rica em hélio. Ou seja, é surpreendentemente diferente das demais”, disse Dae-Sik Moon, do Departamento de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Toronto, no Canadá, coautor do artigo.

“As simulações feitas sugerem que um par de anãs brancas estava envolvido, uma roubando hélio da outra. Quando o hélio da estrela que roubou se eleva além de certo ponto, ocorre a explosão. A estrela roubada é provavelmente destruída no processo, mas não sabemos ainda o destino da estrela que roubou o gás”, disse Avishay Gal-Yam, também autor do artigo que defende o novo tipo de supernova.

Mais do mesmo

Mas Koji Kawabata e seus colegas da Universidade de Hiroshima, no Japão, defendem no outro artigo publicado na Nature que a SN2005E é uma supernova tipo Ib.

Segundo eles, a supernova deriva de uma estrela de massa gigantesca que explodiu pelo colapso gravitacional em seu próprio núcleo.

O caso da SN2005E seria raro por a supernova se localizar em uma região sem sinais claros da formação de estrelas.

Incertezas científicas

“As duas interpretações diferentes oferecidas pelos artigos ilustram a atual incerteza a respeito da origem dessas explosões. Mas a composição incomum do material ejetado pela SN2005E e outros eventos similares terão implicações importantes para diversas áreas da astrofísica”, disse David Branch, da Universidade de Oklahoma, em um artigo na mesma edição da revista com comentários sobre os outros dois.

Do Inovação Tecnológica

Bibliografia:

A faint type of supernova from a white dwarf with a helium-rich companion
H. B. Perets, A. Gal-Yam, P. A. Mazzali, D. Arnett, D. Kagan, A. V. Filippenko, W. Li, I. Arcavi, S. B. Cenko, D. B. Fox, D. C. Leonard, D.-S. Moon, D. J. Sand, A. M. Soderberg, J. P. Anderson, P. A. James, R. J. Foley, M. Ganeshalingam, E. O. Ofek, L. Bildsten, G. Nelemans, K. J. Shen, N. N. Weinberg, B. D. Metzger, A. L. Piro, E. Quataert, M. Kiewe, D. Poznanski
Nature
20 May 2010
Vol.: 465, 322-325
DOI: 10.1038/nature09056

A massive star origin for an unusual helium-rich supernova in an elliptical galaxy
K. S. Kawabata, K. Maeda, K. Nomoto, S. Taubenberger, M. Tanaka, J. Deng, E. Pian, T. Hattori, K. Itagaki
Nature
20 May 2010
Vol.: 465, 326-328
DOI: 10.1038/nature09055