Conhecimento: Saiba como é feita a reentrada dos ônibus espaciais

Uma hora antes do ônibus espacial pousar tem início uma intrincada série de etapas conhecidas como processo de-orbital, quando uma manobra feita pelos computadores de bordo faz a nave se dirigir à Terra de costas. Neste momento os retro-foguetes são acionados por 3 minutos de modo a diminuir a velocidade de 28 mil km/h para 24 mil km/h, suficientes para a nave começar a perder altitude.

Ônibus espacial Discovery pousa na base de Cabo Kennedy, na Flórida, em março de 2009. (Créditos: NASA)

Perdendo velocidade, o ônibus espacial tende a perder altitude, o que faz aumentar o atrito sobre as altas da camada da atmosfera. Esse processo é conhecido como “reentrada”, e é um dos momentos mais críticos de toda a missão, somente comparável em risco aos 8 minutos iniciais do lançamento.
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Endeavour inicia retorno final à Terra

Despedida

O ônibus espacial Endeavour despediu-se pela última vez da Estação Espacial Internacional e começou seu regresso rumo à Terra.
Quando pousar, o que deve ocorrer nesta quarta-feira, a nave terá concluído sua 25ª e última missão.
O primeiro voo do Endeavour ocorreu no dia 7 de Maio de 1992. Desde então, foram 299 dias no espaço e quase 200 milhões de km percorridos.

Detector de raios cósmicos

Na Estação Espacial Internacional, astronautas da Endeavour instalaram um detector de raios cósmicos avaliado em US$ 2 bilhões.
O Espectrômetro Magnético Alfa, ou AMS (Alpha Magnetic Spectrometer), é um detector de raios cósmicos que só não é uma nave independente porque suas pesquisas precisam dos supercomputadores da Estação Espacial.
O equipamento tem a capacidade de captar entre 25 milhões e 40 milhões de partículas diariamente. Os dados podem ajudar os cientistas a desvendar segredos do universo.
Depois de ser aposentada, a Endeavour passará a ser exposta em um museu no Estado americano da Califórnia, no oeste do país.

Éééé… infelizmente nossa querida Endeavour ficará fora de atividade e virará peça de museu.
A Endeavour foi o ônibus espacial mais jovem de uma pequena frota de cinco naves que começaram a operar em 1981 e que vão deixar definitivamente de operar em julho, com a missão do Atlantis.
Durante a missão, a tripulação do Endeavour efetuou quatro excursões espaciais para fazer trabalhos de manutenção e instalar novos componentes na estação espacial.
Os seis tripulantes do Endeavour são o comandante Mark Kelly; o piloto da missão, Greg Johnson; os especialistas de missão Mike Fincke, Andrew Feustel e Greg Chamitoff, e o astronauta da Agência Espacial Europeia Roberto Vittori.

Fontes: Inovação Tecnológica e R7

Simulador da Terra Viva quer simular o planeta inteiro

Gareth Morgan – BBC – 29/12/2010

O Living Earth Simulator (Simulador da Terra Viva) quer recriar em computador tudo o que acontece na Terra.(Imagem: OneGeology)

Um grupo internacional de cientistas está tentando criar um simulador para recriar tudo o que acontece na Terra, desde os padrões do clima global à disseminação de doenças, passando por transações financeiras internacionais ou mesmo os congestionamentos nas ruas de uma cidade.

Acelerador de conhecimento

Batizado de Living Earth Simulator (LES, ou Simulador da Terra Viva), o projeto tem como objetivo ampliar o entendimento científico sobre o que acontece no planeta, encapsulando as ações humanas que moldam as sociedades e as forças ambientais que definem o mundo físico.

“Muitos problemas que temos hoje – incluindo as instabilidades sociais e econômicas, as guerras, a disseminação de doenças – estão relacionadas ao comportamento humano, mas há aparentemente uma séria falta de entendimento sobre como a sociedade e a economia funcionam”, afirma Dirk Helbing, do Instituto Federal Suíço de Tecnologia, que dirige o projeto FuturICT, que pretende criar o simulador.

Graças a projetos como o Grande Colisor de Hádrons, o acelerador de partículas construído na Suíça pela Organização Européia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês), os cientistas sabem mais sobre o início do universo do que sobre nosso próprio planeta, diz Helbing.

Segundo ele, necessita-se de um acelerador de conhecimento, para fazer colidir diferentes ramos do conhecimento.

“A revelação das leis e dos processos ocultos sob as sociedades constitui o grande desafio mais urgente de nosso século”, afirma.

O resultado disso seria o LES. Ele seria capaz de prever a disseminação de doenças infecciosas, como a gripe suína, descobrir métodos para combater as mudanças climáticas ou mesmo identificar pistas de crises financeiras incipientes.

O projeto SAEMC vai usar uma megarrede computacional para prever o clima das megacidades da América do Sul. (Imagem: OneGeology)

Hipercomputadores

Mas como funcionaria esse sistema colossal? Para começar, seria necessário inserir grandes quantidades de dados, cobrindo toda a gama de atividades no planeta, explica Helbing.

Ele também teria que ser movido pela montagem de supercomputadores que ainda estão para ser construídos, com a capacidade de fazer cálculos em uma escala monumental.

Apesar de os equipamentos para o LES ainda não terem sido construídos, muitos dos dados para alimentá-lo já estão sendo gerados, diz Helbing.

Por exemplo, o projeto Planetary Skin (Pele Planetária), da Nasa (agência espacial americana), verá a criação de uma vasta rede de sensores coletando dados climáticos do ar, da terra, do mar e do espaço.

Para completar, Helbing e sua equipe já começaram a identificar mais de 70 fontes de dados online que eles acreditam que possam ser usadas pelo sistema, incluindo Wikipedia, Google Maps e bases de dados governamentais.

A integração de milhões de fontes de dados – incluindo mercados financeiros, registros médicos e mídia social – geraria o poder do simulador.

Os simuladores quânticos talvez sejam uma alternativa para lidar com a infinidade de dados do projeto de simulação da Terra. (Imagem: Riken Research)

Web semântica

O próximo passo é criar uma base para transformar esse pântano de dados em modelos que recriem com precisão o que está ocorrendo na Terra.

Isso só será possível com a coordenação de cientistas sociais, especialistas em computação e engenheiros para estabelecer as regras que definirão como o LES vai operar.

Segundo Helbing, esse trabalho não pode ser deixado para pesquisadores de ciências sociais tradicionais, que tipicamente trabalham por anos para produzir um volume limitado de dados.

Também não é algo que poderia ter sido conseguido antes – a tecnologia necessária para fazer funcionar o LES somente estará disponível na próxima década, observa Helbing.

Por exemplo, o LES precisará ser capaz de assimilar vastos oceanos de dados e ao mesmo tempo entender o que significam esses dados.

Isso só será possível com a maturação da chamada tecnologia de web semântica, diz Helbing.

Hoje, uma base de dados sobre poluição do ar seria percebida por um computador da mesma maneira que uma base de dados sobre transações bancárias globais – essencialmente apenas uma grande quantidade de números.

Mas a tecnologia de web semântica será capaz de trazer um código de descrição dos dados junto com os próprios dados, permitindo aos computadores entendê-los dentro de seu contexto.

“Além disso, nossa abordagem sobre a coleta de dados deve enfatizar a necessidade de limpá-los de qualquer informação que se relacione diretamente a um indivíduo,” explica Helbing.

Segundo ele, isso permitirá que o LES incorpore grandes quantidades de dados relacionados à atividade humana sem comprometer a privacidade das pessoas.

Recentemente pesquisadores da IBM conseguiram simular o cérebro de um gato, abrindo caminho para um computador cognitivo. (Imagem: IBM)

Além das nuvens

Uma vez que uma abordagem para lidar com dados sociais e econômicos em larga escala seja acertada, será necessário construir centros com supercomputadores necessários para processar os dados e produzir a simulação da Terra, diz Helbing.

A geração de capacidade de processamento para lidar com a quantidade de dados necessários para alimentar o LES representa um desafio significativo, mas está longe de ser um impedimento.

Para Peter Walden, fundador do projeto OpenHeatMap e especialista em análise de dados, se olharmos a capacidade de processamento de dados do Google, fica claro que isso não será um problema para o LES.

Apesar de o Google manter segredo sobre a quantidade de dados que é capaz de processar, acredita-se que em maio de 2010 o site usava cerca de 39 mil servidores para processar um exabyte (1.000.000.000.000.000.000 bytes) de dados por mês – quantidade de dados suficientes para encher 2 bilhões de CDs por mês.

Se aceitarmos que apenas uma fração das “várias centenas de exabytes de dados sendo produzidos no mundo a cada ano seriam úteis para uma simulação do mundo, o gargalo do sistema não deverá ser sua capacidade de processamento”, diz Warden.

O simulador do sistema nervoso humano está disponível pela internet, como um software gratuito. (Imagem: Sensopac)

Encontrar utilidade nos dados

“O acesso aos dados será um desafio muito maior, além de descobrir como usá-los de forma útil”, afirma.

Warden argumenta que simplesmente ter grandes quantidades de dados não é suficiente para criar uma simulação factível do planeta.

“A economia e a sociologia falharam consistentemente em produzir teorias com fortes poderes de previsão no último século, apesar da coleta de muitos dados. Eu sou cético de que grandes bases de dados farão uma grande mudança”, diz.

“Não é que não sabemos o suficiente sobre muitos dos problemas que o mundo enfrenta, mas é que não tomamos nenhuma medida a partir das informações que temos”, argumenta.

Independentemente dos desafios que o projeto enfrenta, o maior perigo não é tentar usar as ferramentas computacionais que temos hoje e que teremos no futuro para melhorar nosso entendimento das tendências socioeconômicas, diz Helbing.

“Nos últimos anos, tem ficado óbvio, por exemplo, que necessitamos de indicadores melhores que o Produto Interno Bruto (PIB) para julgar o desenvolvimento social e o bem-estar”, argumenta.

No seu âmago, ele diz, o objetivo do LES é usar métodos melhores para medir o estado da sociedade, o que poderia então explicar as questões de saúde, educação e ambiente. “E por último, mas não menos importante, (as questões) de felicidade”, acrescenta.

Fonte: Inovação Tecnológica

Bactéria “alienígena” da NASA foi encontrada em lago na Califórnia

Olá pessoal, realmente fazia muito tempo que eu não aparecia por aqui para postar as notícias/artigos/imagens mais interessantes do mundo científico.
Acontece que estou em semana de provas na faculdade e com muito trabalho também, então fica meio difícil eu aparecer por aqui sempre.
Mas logo quando isso tudo acabar, eu vou me certificar de melhorar o site e trazer muito mais novidades.
O blog mudará de nome e também abrangerá tecnologia.

Mas enfim, hoje estou aqui para trazer um ótimo artigo da redação do Inovação Tecnológica.

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Amanhecer sobre o Lago Mono, no leste da Califórnia, local que pode marcar o início de uma nova era para a astrobiologia e para a biologia em geral. (Imagem: Science/AAAS)

Para quem esperava por ETs, a decepção foi geral. Mesmo quem especulou sobre bactérias extraterrestres deve ter ficado desencantado.

A NASA acaba de anunciar os resultados de um estudo que pode ter descoberto, na Terra, uma bactéria que, para sobreviver, não depende dos elementos químicos tradicionalmente associados à vida – e isto apontaria para a possibilidade de formas de vida no espaço diferentes da vida que conhecemos na Terra.

Busca por vida extraterrestre

Foram dias de intensas especulações depois que a NASA anunciou, no dia 29 de Novembro, que faria uma conferência hoje “para discutir uma descoberta em astrobiologia que irá impactar a busca por evidências de vida extraterrestre”.

Quem leu com atenção e se fixou apenas nos termos usados pela agência espacial não alimentou muitas expectativas – a NASA falava em impactar a busca por vida, e não sobre a localização de vida extraterrestre.

Além disso, nenhum dos cientistas que estarão presentes na conferência que acontecerá daqui a pouco tem ligação com qualquer projeto em andamento que pudesse ter colhido evidências diretas de vida extraterrestre.

A imprensa já havia recebido o material com antecedência, sob a condição de não publicá-lo antes das 19h00 (horário de Brasília). Mas um site holandês quebrou o chamado “embargo” e a revista Science autorizou a publicação antecipada da notícia.

A expectativa pode ter ofuscado um pouco o brilho do achado – mas é um achado importante e, se confirmado por outros experimentos e por outros cientistas, expande o conceito de vida, ao menos nas condições necessárias para mantê-la.
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E se a Terra também tivesse anéis como Saturno? Como seria?

De todos os planetas do Sistema Solar, Saturno é sem dúvida um dos mais belos. Com seu enorme conjunto de anéis orbitando o disco planetário, o gigante gasoso proporciona um verdadeiro espetáculo celeste, até mesmo quando visto com modestos telescópios. Imaginar como seria o céu de Saturno visto por um hipotético observador não é muito difícil, mas e se a Terra também tivesse seu conjunto de anéis? Como seria o nosso céu?

Recentemente, um interessante vídeo postado na internet tenta simular essa paisagem ao apresentar o céu terrestre visto de diversas localidades diferentes. A animação foi feita pelo artista espanhol Roy Prol, que alinhou os hipotéticos anéis com o equador terrestre e deu uma verdadeira volta ao mundo respeitando as latitudes e longitudes de cada localidade. O resultado é uma verdadeira obra de arte e um convite ao relaxamento.

Belas Paisagens

Devido à inclinação zero, nas cidades próximas ao equador – como Quito – os anéis aparecem como um fino traço, totalmente perpendiculares em relação ao horizonte. Por outro lado, nas cidades situadas em latitudes mais elevadas o conjunto anelar se torna muito maior, além de se localizar mais próximo ao horizonte, como na cidade de Malmo, na Suécia.

Durante a Noite

Da mesma forma que nossa Lua reflete os raios solares e pode ser vista durante a noite, os anéis terrestres também podem ser observados contra o céu escuro noturno, proporcionando cenas verdadeiramente deslumbrantes em algumas regiões. Em plena noite nova-iorquina os anéis são um espetáculo à parte. Em Ayers Rock, na Austrália, a composição ganha ainda mais vida quando os gigantescos anéis emolduram a Lua cheia a meia-altura. Em Kuala Lumpur, na Malásia, as torres Petronas com 452 metros de altura parecem tentar tocar os distantes anéis orbitais.

Em Teerã, na capital do Irã, o sistema de discos é visto à noite ao fundo do monumento Shayad, criado em 1971 para comemorar os 2500 anos da criação do Império Persa. Uma verdadeira obra de arte.

Paris, Rio de Janeiro, Madri, Colônia. Diversas cidades desfilam suas típicas paisagens, sempre tendo ao fundo o imponente anel terrestre, que apesar de ser apenas uma obra de ficção, não deixa de encantar pelo bom gosto e excelente exercício de imaginação. Vale a pena conferir!

Fonte: Apolo11