Uma Capella no topo do mundo!

Todos que moram nas grandes cidades sabem da dificuldade para se observar as estrelas e planetas. Diversos fatores influenciam a chegada da luz até nossos olhos ou instrumentos e mesmo que tenhamos uma noite excepcionalmente limpa, sempre haverá um empecilho natural difícil de superar: a atmosfera terrestre.

Na tentativa de superar esse obstáculo os astrônomos constroem os observatórios nos locais mais altos possíveis, o que permite que a luz proveniente dos mais distantes locais do Universo chegue até os telescópios com a mínima interferência, permitindo o melhor estudo dos objetos celestes. Observatórios nos Andes, Mauna Kea, Mont Wilson estão entre os mais elevados do mundo e não é a toa que produzem imagens de altíssima qualidade.

O turco Babak Tafreshi, um dos mais conhecidos astrofotógrafos do mundo, não tem um observatório particular, mas é um viajante apaixonado pela astronomia e por onde passa não perde a oportunidade de fotografar o céu. E para inveja de seus colegas, costuma sempre retratar o firmamento visto dos mais belos lugares do planeta.

Na imagem mostrada, Tafreshi retratou a brilhante estrela Capella, a Alpha da constelação de Auriga, instantes depois de nascer sobre o Monte Everest, o pico mais alto do mundo, visto à esquerda no fundo da imagem.

A beleza da composição é marcada pela grande montanha e de seu vizinho Lhotse, intensamente banhados pela luz da Lua e com seus picos quase tocando o céu. Para completar a cena Tafreshi enquadrou o monumento budista Stupa, visto à esquerda da cena junto à principal estrada que leva ao Acampamento Base do Everest. O pequeno ponto luminoso visto na parte inferior do centro da foto é o Monastério de Tengboche, ao longo de uma trilha de quatro mil metros.

Além da cordilheira do Himalaia e de Auriga brilhando intensamente no céu, Tafreshi também teve a sorte de enquadrar a estrela Aldebaran e as Plêiades, observados facilmente na imagem em alta resolução. Aldebaran é a segunda estrela mais brilhante da composição e Plêiades é o aglomerado de estrelas visto na parte superior da foto, na direção de Aldebaran

Sem dúvida, uma bela composição!

Crédito das imagens: Babak Tafreshi/NASA/APOD
Fonte: Apolo11

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Nasa divulga fotos da nova cúpula panorâmica

Tendo a Terra sob seus pés, o astronauta Nicholas Patrick realiza as últimas checagens na cúpula de seis janelas.


Apesar da Estação Espacial Internacional ser um laboratório grandioso onde diversas pesquisas são realizadas, faltava nela uma espécie de mirante, de onde a vista da Terra pudesse ser contemplada de forma panorâmica. Na última semana, os astronautas da missão STS-130 do ônibus espacial Endeavour foram até a Estação e completaram mais uma etapa de sua construção, instalando nela uma pequena cúpula de seis janelas, que ampliou ainda mais a capacidade da Estação.

A cúpula foi transferida do compartimento de carga do Endeavour com auxílio do braço robótico canadense Canadarm e realocada em um dos portos do recém-instalado módulo norte-americano Tranquility, anexado à Estação na mesma missão.

Transporte da cúpula, movimentada com auxílio do braço robótico Canadarm. Do lado esquerdo a nave russa Soyuz repousa acoplada à ISS. Crédito: Nasa

A cúpula foi projetada e construída pela empresa italiana Alenia Spazio e tem aproximadamente 2.5 metros de diâmetro por 1.5 de comprimento. Em terra, seu peso é de 1800 quilos. Dotada de seis janelas laterais e uma central, está equipada com protetores que se fecham para impedir danos provocados por micrometeoritos e lixos espaciais.

Batizada de Cupola, o módulo também é uma estação de controle robótico, com todos os equipamentos necessários para que o braço robótico Canadarm seja operado de seu interior. Quando em uso, Cupola permitirá aos astronautas uma visão panorâmica da Terra, de objetos celestes e de outras naves que se aproximam.

Para ver mais e outras imagens, clique aqui.

Fonte: Apolo11

Galáxias e cometas marcam estreia do telescópio Wise

Cometa Siding Spring, visto em infravermelho pelo telescópio Wise.(Imagem: NASA/JPL-Caltech/UCLA)

Sábio

Um elenco diversificado de personagens cósmicos marcou a estreia do novo telescópio Wise (Wide Field Infrared Survey Explorer), lançado pela NASA nos últimos dias de 2009.

O WISE é um telescópio na faixa do infravermelho que ficará circulando em volta da Terra ao longo dos pólos para fazer um mapa completo do universo, detectando galáxias longínquas, estrelas frias demais para que sua luz seja captado com precisão por outros telescópios e até asteroides escuros, escondidos nas profundezas do Sistema Solar, de onde podem surgir “repentinamente” para se chocar com a Terra – veja mais detalhes em Telescópio Wise vai procurar Estrela X, asteroides ameaçadores e muito mais.

Monitoramento de asteroides e cometas

A fase científica da missão começou em Janeiro. Desde então, o Wise já enviou mais de 250.000 imagens em infravermelho do Universo. Agora a NASA divulgou as primeiras dessas imagens, já processadas e corrigidas.

As imagens selecionadas para divulgação incluem um cometa, uma nuvem onde se originam novas estrelas – um berço de estrelas, como dizem os astrônomos – a bela galáxia de Andrômeda e um distante aglomerado de galáxias.

“Estas primeiras imagens estão comprovando que a missão secundária da sonda, de ajudar a monitorar asteroides, cometas e outros objetos estelares, será tão criticamente importante quanto sua principal missão de levantamento de todo o céu no infravermelho,” diz Ed Weiler, um dos cientistas da missão.

Aqui, o berço de estrelas na nuvem NGC 3603, observado em infravermelho pelo Wise, aparece sobreposto ao mesmo ponto do céu observado em luz visível pelo telescópio Hubble. (Imagem: NASA/JPL-Caltech/UCLA/STScI/MPIA/Univ. of Heidelberg/Univ. of Illinois)

Poeiras de estrelas

Durante as observações, espera-se que o novo telescópio encontre dezenas de cometas desconhecidos, incluindo alguns que se aproximam bastante da Terra. O Wise ajudará a desvendar pistas, guardadas dentro desses cometas, sobre como nosso sistema solar pode ter-se formado.

“Todas essas fotos contam uma história sobre nossas origens e nosso destino, ambos ligados à poeira estelar,” disse Peter Eisenhardt, cientista da NASA. “O ‘Sábio’ (wise em inglês) vê cometas empoeirados e asteroides rochosos traçando a formação e a evolução do nosso sistema solar. Nós podemos mapear milhares de sistemas solares nascendo e morrendo em toda a nossa galáxia. Podemos ver os padrões de formação de estrelas em outras galáxias, e ondas de estrelas explodindo em aglomerados de galáxias a milhões de anos-luz de distância.”

Fonte: Inovação Tecnológica

A beleza de Órion vista de dois hemisférios diferentes

Em gramática, a palavra constelação significa o coletivo de estrelas, mas para os astrônomos é uma região do céu composta de qualquer objeto celeste, mesmo que não tenha qualquer relação entre si, bastando estar na mesma área quando vistos da Terra. Ao todo existem 88 constelações, sendo 44 no hemisfério norte e 44 no hemisfério sul, com algumas delas visíveis em ambos os hemisférios.

Por estarem próximas à linha do equador terrestre, as constelações visíveis nos dois hemisférios recebem o nome de equatoriais e entre as mais conhecidas estão Órion, Cão Maior, Cão Menor e Pégasus, entre outras. De todas elas, a mais familiar é sem dúvida a constelação de Órion, onde desde pequenos aprendemos a reconhecer as “Três Marias”, inseridas dentro de um grande retângulo.

Acima das Três Marias – Mintaka, Alnilam e Alnitak – a constelação abriga a nebulosa M42. Distante 1500 anos-luz da Terra, a nebulosa é uma gigantesca região de formação estelar, onde enormes massas gasosas são submetidas a altíssimas pressões e temperaturas e começam a brilhar, dando origem a novas estrelas.

Apesar da constelação e dos objetos em seu interior serem os mesmos e praticamente imóveis, a constelação não é vista da mesma maneira nos dois hemisférios e à medida que nos afastamos da região equatorial os objetos em seu interior mudam de posição. Em alguns casos a diferença é tanta que tudo em seu interior parece estar invertido.

A imagem acima mostra claramente o fenômeno, retratando o céu noturno em duas regiões diferentes do planeta. Apesar de ambas as cenas terem sido feitas no mês de dezembro, a constelação de Órion aparece totalmente invertida em cada um dos hemisférios. À imagem da esquerda foi feita no hemisfério sul, em uma praia da Ilha de Bruny, na costa da Tasmânia, na Austrália, enquanto a cena da direita retrata o mesmo céu visto a partir das montanhas Alborz, no norte do Irã, no hemisfério norte.

Nas cenas, a inversão é quase absoluta. A nebulosa M42, que para nós no Brasil aparece acima das Três Marias, é vista no hemisfério norte acima delas. O longo braço horizontal que liga Belatrix ao outro grupo de estrelas aparece também completamente invertido em ambas as fotos.

Experimente!
Apesar de apresentarem essa inversão aparente devido à diferença de latitude em que as fotos foram feitas, nenhuma das estrelas de fato mudou de posição, mas sem dúvida nos proporcionou uma interessante observação a partir de um ponto de vista diferente do habitual, tornando a constelação de Órion ainda mais bela.

Se você quiser ver a constelação de Órion da mesma forma que os moradores do hemisfério norte, a notícia é boa e não precisará gastar nenhum dinheiro para isso. Basta ficar de cabeça para baixo e contemplar o céu. O problema é que seus vizinhos e amigos poderão achar que você não anda muito bom da cabeça, mas isso não fará a menor diferença. Bons céus!

Fonte: Apolo11

Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre a constelação de Órion, segue uma imagem com todos os nomes (:

Crédito das fotos ao fotógrafo Stéphane Guisard.

Livro reúne fotos de astros e constelações

O livro Capturing the Stars: Astrophotography by the Masters, de Robert Gendler, reúne dezenas de imagens produzidas por 30 fotógrafos profissionais e amadores, especializados em registrar cometas, galáxias, nebulosas e astros do espaço.

Entre as imagens reunidas está uma do cometa com a cauda mais longa já vista – quase 600 milhões de quilômetros de comprimento –, o Hyakutake, descoberto pelo astrônomo amador japonês Yuji Hyakutake em 1996.

As imagens foram organizadas por um dos astrônomos amadores mais respeitados do mundo, Robert Gendler, que também escreveu uma introdução sobre a fotografia espacial.

O livro traz detalhes sobre cada fotógrafo, as técnicas utilizadas para capturar as imagens fantásticas, e experiências.
Entre as imagens reunidas estão galáxias distantes, nebulosas e algumas das mais conhecidas constelações.

Algumas imagens do livro:

Essa Aurora Boreal foi fotografada por Arne Danielse em 8 de novembro 8 de 2004, na cidade de Langhus, na Noruega. (Todas as imagens estão do livro

Esta imagem mostra não só as constelações de Cygnus e Lyra como a Via Láctea no verão do hemisfério norte, além de várias outras nebulosas como a Norte-Americana, a Gamma Cygni e a Veil (véu). (Foto: Bill and Sally Fletcher)

O Cometa Hyakutake foi descoberto pelo astrônomo amador japonês Yuji Hyakutake em 1996. A cauda do astro tem 580 milhões de quilômetros, a mais longa entre os cometas conhecidos. (Foto: Bill and Sally Fletcher)

Nesta imagem, o céu azul foi artificalmente removido da proximidade da superfície do sol para revelar as gradações de verde no halo mais interior, a "verdadeira cor do sol". (Foto: Miloslav Druckmüller)

Os arcos que aparecem ao redor do sol nesta imagem são criados por matéria gasosa expelida da superfície, mas atraída por seu potente campo magnético. (Foto: Thierry Legault)

O fenômeno fotogrado durou poucos segundos, pouco antes do eclipse lunar total, quando "contas" de luz solar ainda podiam ser vistas. O astrônomo inglês Francis Baily observou o fenômeno em 1836. (Foto: Fred Espenak)

Brilhando com a luminosidade de 40 mil sóis, a estrela supergigante Antares expele matéria, o que cria a imensa nuvem amarela que parece engolir a estrela. (Foto: David Malin)

Nesta imagem, pode-se ver os restos de uma estrela supernova que já foi enorme no passado. Parte da energia expelida pelos gases da estrela é liberada na forma de luz visível. (Foto: David Malin)

Essa bolha cósmica gigantesca foi apelidada de nebulosa Bolhas (NGC 7635) e tem seis anos luz de largura. Ela foi formada pelos violentos ventos provocados por uma estrela supergigante no seu centro. (Foto: Russell Croman)

A IC 1396 é uma enorme nebulosa na constelação de Cepheus. A foto destaca o glóbulo IC 1396A, uma escultura marcante produzida pela radiação de estrelas próximas. (Foto: Johannes Schedler)