NASA descobre Efeito Borboleta atuando no Sol

Modelo que mostra o espalhamento dos campos magnéticos na superfície do Sol, feito a partir das imagens da sonda SDO, revelando que campos distantes podem responder a alterações localizadas em um campo magnético superficial. (Imagem: Karel Schrijver)


Há muito se reconhece que as tempestades solares causam problemas tecnológicos na Terra, sobretudo nas comunicações via satélite.

Mas somente agora a sonda espacial SDO (Solar Dynamics Observatory), da NASA, deu aos cientistas uma visão completa da natureza dinâmica dessas tempestades, conforme elas acontecem na superfície do Sol.

Efeito Borboleta no Sol

E os dados da SDO indicam que o Efeito Borboleta é facilmente observável em nossa estrela: mesmo eventos de pequena escala espalham-se rapidamente e produzem fenômenos gigantescos que se espalham por quase todo o disco solar.

O Efeito Borboleta é uma metáfora para a sensível dependência de um sistema às suas condições iniciais, dentro da Teoria do Caos. A versão popular propõe que o bater das asas de uma borboleta pode gerar efeitos em cadeia até resultar em um tufão do outro lado do mundo.

“Mesmo eventos de pequena escala reestruturam regiões enormes da superfície solar,” diz Alan Title, coordenador do instrumento AIA (Atmospheric Imaging Assembly), a bordo da sonda SDO.

“Foi possível reconhecer o tamanho dessas regiões graças à combinação da cobertura espacial e temporal do AIA,” diz o cientista.

Instabilidades magnéticas

O instrumento captou várias pequenas labaredas que geraram instabilidades magnéticas e ondas cujos efeitos puderam ser claramente observados ao longo de uma porção substancial da superfície solar.

A câmera captura imagens inteiras do Sol em oito faixas de temperatura diferentes, que vão de 10.000 a 36 milhões de graus. Isto permite que os cientistas observem eventos completos, que seriam muito difíceis de discernir olhando para mapas de uma única temperatura, ou com um campo de visão mais fechado.

A sonda SDO começou a operar há cerca de dois meses, já tendo enviado as imagens do Sol de mais alta resolução já obtidas até hoje – veja Sonda da Nasa envia imagens inéditas do Sol.

William says: Demais cara, simplesmente demais!

Para quem quiser ver imagens da SDO, é só clicar aqui, e vídeos aqui.

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ESA seleciona três missões científicas para o futuro

Artigo atualizado com mais informações obtidas hoje no site do Inovação Tecnológica.

Muito escuro e muito claro

Energia escura, planetas habitáveis que giram em volta de outras estrelas e a natureza misteriosa do nosso Sol foram os assuntos escolhidos pela Agência Espacial Europeia (ESA) como candidatos para missões espaciais que deverão ser lançadas depois de 2017.

As três missões passam agora à chamada fase de definição. Este é o estágio anterior à decisão final, que estabelecerá quais missões serão de fato implementadas. A expectativa é que pelo menos duas delas recebam o aval final para o início da construção das sondas espaciais e o agendamento do lançamento.

As três propostas pré-selecionadas são Euclid, Plato (PLAnetary Transits and Oscillations of stars) e Solar Orbiter.

Como o Universo surgiu

O tema básico da missão Euclid é: Como o universo se originou e do que ele é feito? (Imagem: ESA)

O Euclid tentará responder a questões chave para a física fundamental e a cosmologia. Seu tema básico é “Como o universo se originou e do que ele é feito?”

A busca pela resposta passará principalmente pelo estudo da natureza das misteriosas energia escura e matéria escura.

Os astrônomos estão cada vez mais convencidos de que essas substâncias desconhecidas dominam nosso Universo. A sonda espacial Euclid pretende mapear a distribuição das galáxias com o objetivo de descobrir essa arquitetura “escura” do nosso Universo.

Para isso, a missão planeja fazer um mapa de todo o céu, usando telescópios na faixa do visível e do infravermelho próximo.

Platão

A missão Plato irá debruçar-se sobre uma das áreas mais fervilhantes das pesquisas astronômicas da atualidade: os planetas extrassolares.

O observatório Plato terá nada menos do que 28 telescópios, cada um com uma abertura de 25 graus. (Imagem: ESA)

De meras especulações há poucos anos, a descoberta de um número crescente de planetas que orbitam outras estrelas está demonstrando que de fato ainda não conhecemos bem o nosso lugar no Universo.

Alguns pesquisadores afirmam que a vida fora da Terra pode estar nas luas desses planetas extrassolares, enquanto outros já apontam para a necessidade de prestarmos atenção em formas exóticas de vida no espaço, muito diferentes do nosso padrão baseado em carbono.

Apesar disso, a missão Plato vai focar sua pesquisas em exoplanetas orbitando suas estrelas a uma distância que permita a existência de vida nos padrões encontrados na superfície da Terra. Além disso, a sonda PLATO estudará o interior das estrelas, detectando as ondas gasosas que saem das suas superfícies.

Em comparação com as missões atuais com o mesmo objetivo, o observatório será capaz de determinar o raio e a massa dos exoplanetas com uma precisão de 1%.

Orbitador solar

O Solar Orbiter chegará o mais próximo do Sol que a tecnologia atual permite. (Imagem: ESA)

O Solar Orbiter chegará o mais próximo do Sol que a tecnologia atual permite, ficando a apenas 62 raios solares de sua superfície.

O observatório fornecerá imagens e dados das regiões polares do Sol e do lado solar mais distante, invisível da Terra, cuja maior parte pela primeira vez está sendo acessível através da sonda solar SDO, da NASA.

A extrema proximidade com a nossa estrela permitirá que a sonda utilize técnicas mais precisas de sensoriamento remoto. Os cientistas afirmam que, se construído, seu telescópio os levará tão perto do Sol que se tratará praticamente de medições in situ.

Com isto, eles pretendem desvendar o funcionamento do dínamo solar e estudar as ligações que existem entre a superfície do Sol, a corona e a heliosfera interna.

Seleção espacial

Estas três missões são as finalistas de uma competição que incluiu 52 propostas avançadas, enviadas por diversos grupos de cientistas à ESA em 2007. Em 2008 restavam apenas seis propostas, que foram enviadas para avaliação da viabilidade industrial de sua construção.

“Foi um processo muito difícil. Todas as missões continham temas científicos muito importantes,” disse Lennart Nordh, chefe do comitê científico da ESA, ao anunciar o resultado.

E as decisões difíceis ainda não terminaram, já que apenas duas dessas três candidatas deverão ser selecionadas para o lançamento, principalmente porque o principal constrangimento é orçamentário.

As três missões apresentam desafios que terão de ser resolvidos na fase de definição. A decisão final acerca de quais serão implementadas será tomada em meados de 2011.

Telescópio Spica

O SPICA estará focado nas condições necessárias para a formação de planetas e de galáxias. (Imagem: ESA)

A ESA anunciou também que deverá participar do projeto do telescópio japonês Spica, um telescópio espacial de infravermelho, a ser construído sob a coordenação da Agência Espacial Japonesa (JAXA) com um conjunto de parceiros internacionais.

O Spica deverá fornecer os dados que faltam na gama do infravermelho, numa região do espectro entre a observada pelo futuro telescópio James Webb, uma parceria da ESA e da NASA e a observada pelo telescópio terrestre ALMA – veja mais em Telescópio Wise vai procurar Estrela X, asteroides ameaçadores e muito mais.

O SPICA estará focado nas condições necessárias para a formação de planetas e de galáxias novas distantes. Apesar de várias conjecturas e hipóteses, até hoje a ciência não tem uma teoria sólida que explique o mecanismo da formação dos planetas e das estrelas.

Nasa lança Observatório Solar com sucesso


O lançamento do observatório Solar Dynamics Observatory (SDO) da base aérea de Cabo Canaveral na Flórida (sudeste), aconteceu nesta quinta-feira (11) às 15h23 GMT (13h23 de Brasília), como estava previsto, informou a Nasa.

O SDO vai permitir o fornecimento contínuo de uma massa de dados e de imagens do Sol sem precedentes, e possibilitará desvendar o seu complexo funcionamento interno e, em particular, o de seu campo magnético.

O módulo impulsor do foguete Atlas 5, após atingir velocidade supersônica, completou sua explosão e se separou do módulo superior Centauro.

Este módulo então, junto com o observatório, entraram em órbita estacionária, entrando numa fase esperada para durar cerca de uma hora e 27 minutos.

A Nasa informou que a estação de rastreamento de Antigua recebeu dados do veículo até pouco mais de dez minutos depois do lançamento, quando o observatório ficou fora de alcance.

“Todos os sistemas do veículo continuam a funcionar conforme esperado”, informa a agência. Ele passa a ser acompanhado pelo sistema Tracking and Data Relay Satellite.

US$ 848 milhões

A missão deve durar cinco anos e custar US$ 848 milhões. O foguete Atlas 5 é da United Launch Alliance, uma parceria que reúne as gigantes aeroespaciais Boeing e Lockheed Martin.

Por causa dos ventos fortes, os computadores interromperam automaticamente a contagem regressiva a menos de cinco minutos antes do momento previsto para o lançamento, na quarta-feira (10), quando ele estava previsto originalmente.

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Tudo pronto para o lançamento do Observatório de Dinâmica Solar

A agência espacial americana (Nasa) anunciou o lançamento de um novo observatório que terá a missão de transmitir para a Terra fotografias em alta resolução do Sol. O novo satélite chamado Observatório de Dinâmica Solar (SDO) será capaz de enxergar além dos limites da luz visível, com sensores desenvolvidos para captar diferentes comprimentos de onda.

Observatório de Dinâmica Solar antes do lançamento, no Centro Espacial Goddard, da Nasa. Na cena, a nave está sendo colocada na posição horizontal para testes Credito: NASA.

“Seus telescópios estudarão as manchas e as tempestades solares com maior qualidade de pixels e cores como nenhum outro observatório já registrou na história da física solar”, comunicou a agência.

Segundo os cientistas, as novas imagens da sonda vão ajudar a compreender melhor a dinâmica do Sol, seus campos magnéticos, variações de radiação e outros fatores. Os dados coletados pelo satélite vão ajudar responder grandes questões, como por exemplo, o tempo de vida do Sol.

Muitos eventos importantes na atividade solar ocorrem fora do alcance do espectro da luz visível e não são captados pelos telescópios convencionais. Mas agora, a Nasa promete revelações com o envio do observatório ao espaço, dentro do programa Living with a star.

O Observatório de Dinâmica Solar partirá acoplado ao foguete Atlas V direto do Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA) na próxima terça-feira, dia 9. O lançamento está previsto para 13h30 pelo Horário de Brasília e será transmitido ao vivo pelo Apolochannel , que retransmite a NASA-TV.