Endeavour inicia retorno final à Terra

Despedida

O ônibus espacial Endeavour despediu-se pela última vez da Estação Espacial Internacional e começou seu regresso rumo à Terra.
Quando pousar, o que deve ocorrer nesta quarta-feira, a nave terá concluído sua 25ª e última missão.
O primeiro voo do Endeavour ocorreu no dia 7 de Maio de 1992. Desde então, foram 299 dias no espaço e quase 200 milhões de km percorridos.

Detector de raios cósmicos

Na Estação Espacial Internacional, astronautas da Endeavour instalaram um detector de raios cósmicos avaliado em US$ 2 bilhões.
O Espectrômetro Magnético Alfa, ou AMS (Alpha Magnetic Spectrometer), é um detector de raios cósmicos que só não é uma nave independente porque suas pesquisas precisam dos supercomputadores da Estação Espacial.
O equipamento tem a capacidade de captar entre 25 milhões e 40 milhões de partículas diariamente. Os dados podem ajudar os cientistas a desvendar segredos do universo.
Depois de ser aposentada, a Endeavour passará a ser exposta em um museu no Estado americano da Califórnia, no oeste do país.

Éééé… infelizmente nossa querida Endeavour ficará fora de atividade e virará peça de museu.
A Endeavour foi o ônibus espacial mais jovem de uma pequena frota de cinco naves que começaram a operar em 1981 e que vão deixar definitivamente de operar em julho, com a missão do Atlantis.
Durante a missão, a tripulação do Endeavour efetuou quatro excursões espaciais para fazer trabalhos de manutenção e instalar novos componentes na estação espacial.
Os seis tripulantes do Endeavour são o comandante Mark Kelly; o piloto da missão, Greg Johnson; os especialistas de missão Mike Fincke, Andrew Feustel e Greg Chamitoff, e o astronauta da Agência Espacial Europeia Roberto Vittori.

Fontes: Inovação Tecnológica e R7

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Contagem regressiva para uma missão em Marte?

Esta semana, na Conferência da Estação Espacial Internacional e Marte, que acontece em Washington, Estados Unidos, o engenheiro de exploração espacial da Boeing, Ben Donahue, sugeriu aquela que seria a data ideal para o lançamento de uma missão em direção ao planeta vermelho: 9 de outubro de 2033. Segundo Donahue, nesse período o alinhamento entra a Terra e Marte criaria um “ano fácil” para a navegação interplanetária.

A data pode parecer distante, mas é importante lembrar que viagens espaciais sempre demandam grandes períodos de preparação antes de serem lançadas.

Apesar disso, outros participantes da conferência esperam uma data um pouco mais próxima e já visam os lucros e oportunidades que uma missão para Marte poderia trazer. Larry Williams, Vice Presidente de Relações Estratégicas da SpaceX, acredita que “antes do fim da década” o ser humano já poderia se lançar até Marte.

A SpaceX é uma das companhias americanas que mais crescem no setor da indústria aereoespacial. Na última quarta-feira (6/4), a empresa anunciou que lançará o foguete mais poderoso do mundo até o final de 2013. Chamado de Falcon Heavy, o foguete terá como sua primeira missão ir até o planeta vermelho e trazer amostras para a Terra.

Para Williams, as oportunidades comerciais e de desenvolvimento tecnológico que uma viagem humana para Marte pode trazer deve ser comparada com a corrida espacial durante a Guerra Fria. Nos anos 1960, a revolução espacial levou ao desenvolvimento de tecnologias de satélite, navegação por GPS e o avanço da Internet. Uma viagem para fora do planeta Terra poderia criar novos recursos, mercados e fronteiras.

Apesar disso, uma série de problemas ainda devem ser enfrentados antes que as viagens para Marte se tornem realidade. A NASA ainda precisa encontrar uma maneira para treinar melhor seus astronautas, reduzir a exposição deles à radiação espacial e criar novas estratégias para estocar suprimentos, por exemplo.
Uma missão de ida e volta até Marte, segundo estimativas da Agência Espacial americana, duraria cerca de 916 dias, ou seja, dois anos e meio: 210 dias para ir até lá, 496 dias de estadia e mais 210 dias para a viagem de volta.

Fonte: Olhar Digital

Eu não acredito que esta data permanecerá inalterada.
Até lá, muitas coisas acontecerão, e esta data pode ser alterada para antes ou depois de 2033.
Mas de qualquer forma, se você é jovem ainda e pretende um dia participar de uma missão dessas, já está na hora de começar a estudar 😀

ESA seleciona três missões científicas para o futuro

Artigo atualizado com mais informações obtidas hoje no site do Inovação Tecnológica.

Muito escuro e muito claro

Energia escura, planetas habitáveis que giram em volta de outras estrelas e a natureza misteriosa do nosso Sol foram os assuntos escolhidos pela Agência Espacial Europeia (ESA) como candidatos para missões espaciais que deverão ser lançadas depois de 2017.

As três missões passam agora à chamada fase de definição. Este é o estágio anterior à decisão final, que estabelecerá quais missões serão de fato implementadas. A expectativa é que pelo menos duas delas recebam o aval final para o início da construção das sondas espaciais e o agendamento do lançamento.

As três propostas pré-selecionadas são Euclid, Plato (PLAnetary Transits and Oscillations of stars) e Solar Orbiter.

Como o Universo surgiu

O tema básico da missão Euclid é: Como o universo se originou e do que ele é feito? (Imagem: ESA)

O Euclid tentará responder a questões chave para a física fundamental e a cosmologia. Seu tema básico é “Como o universo se originou e do que ele é feito?”

A busca pela resposta passará principalmente pelo estudo da natureza das misteriosas energia escura e matéria escura.

Os astrônomos estão cada vez mais convencidos de que essas substâncias desconhecidas dominam nosso Universo. A sonda espacial Euclid pretende mapear a distribuição das galáxias com o objetivo de descobrir essa arquitetura “escura” do nosso Universo.

Para isso, a missão planeja fazer um mapa de todo o céu, usando telescópios na faixa do visível e do infravermelho próximo.

Platão

A missão Plato irá debruçar-se sobre uma das áreas mais fervilhantes das pesquisas astronômicas da atualidade: os planetas extrassolares.

O observatório Plato terá nada menos do que 28 telescópios, cada um com uma abertura de 25 graus. (Imagem: ESA)

De meras especulações há poucos anos, a descoberta de um número crescente de planetas que orbitam outras estrelas está demonstrando que de fato ainda não conhecemos bem o nosso lugar no Universo.

Alguns pesquisadores afirmam que a vida fora da Terra pode estar nas luas desses planetas extrassolares, enquanto outros já apontam para a necessidade de prestarmos atenção em formas exóticas de vida no espaço, muito diferentes do nosso padrão baseado em carbono.

Apesar disso, a missão Plato vai focar sua pesquisas em exoplanetas orbitando suas estrelas a uma distância que permita a existência de vida nos padrões encontrados na superfície da Terra. Além disso, a sonda PLATO estudará o interior das estrelas, detectando as ondas gasosas que saem das suas superfícies.

Em comparação com as missões atuais com o mesmo objetivo, o observatório será capaz de determinar o raio e a massa dos exoplanetas com uma precisão de 1%.

Orbitador solar

O Solar Orbiter chegará o mais próximo do Sol que a tecnologia atual permite. (Imagem: ESA)

O Solar Orbiter chegará o mais próximo do Sol que a tecnologia atual permite, ficando a apenas 62 raios solares de sua superfície.

O observatório fornecerá imagens e dados das regiões polares do Sol e do lado solar mais distante, invisível da Terra, cuja maior parte pela primeira vez está sendo acessível através da sonda solar SDO, da NASA.

A extrema proximidade com a nossa estrela permitirá que a sonda utilize técnicas mais precisas de sensoriamento remoto. Os cientistas afirmam que, se construído, seu telescópio os levará tão perto do Sol que se tratará praticamente de medições in situ.

Com isto, eles pretendem desvendar o funcionamento do dínamo solar e estudar as ligações que existem entre a superfície do Sol, a corona e a heliosfera interna.

Seleção espacial

Estas três missões são as finalistas de uma competição que incluiu 52 propostas avançadas, enviadas por diversos grupos de cientistas à ESA em 2007. Em 2008 restavam apenas seis propostas, que foram enviadas para avaliação da viabilidade industrial de sua construção.

“Foi um processo muito difícil. Todas as missões continham temas científicos muito importantes,” disse Lennart Nordh, chefe do comitê científico da ESA, ao anunciar o resultado.

E as decisões difíceis ainda não terminaram, já que apenas duas dessas três candidatas deverão ser selecionadas para o lançamento, principalmente porque o principal constrangimento é orçamentário.

As três missões apresentam desafios que terão de ser resolvidos na fase de definição. A decisão final acerca de quais serão implementadas será tomada em meados de 2011.

Telescópio Spica

O SPICA estará focado nas condições necessárias para a formação de planetas e de galáxias. (Imagem: ESA)

A ESA anunciou também que deverá participar do projeto do telescópio japonês Spica, um telescópio espacial de infravermelho, a ser construído sob a coordenação da Agência Espacial Japonesa (JAXA) com um conjunto de parceiros internacionais.

O Spica deverá fornecer os dados que faltam na gama do infravermelho, numa região do espectro entre a observada pelo futuro telescópio James Webb, uma parceria da ESA e da NASA e a observada pelo telescópio terrestre ALMA – veja mais em Telescópio Wise vai procurar Estrela X, asteroides ameaçadores e muito mais.

O SPICA estará focado nas condições necessárias para a formação de planetas e de galáxias novas distantes. Apesar de várias conjecturas e hipóteses, até hoje a ciência não tem uma teoria sólida que explique o mecanismo da formação dos planetas e das estrelas.

Nasa lança game para o iPhone que simula exploração lunar

A Nasa apresentou um novo aplicativo gratuito para o iPhone, que permite aos usuários fazer “sua própria missão espacial à Lua”.

O jogo interativo exige que usuários executem diversas tarefas comuns à rotina lunar, baseadas na experiência de astronautas que lá estiveram.

O game está disponível para iPhone e iPod Touch, segundo informou a agência norte-americana na segunda-feira (22).

Chamado “Nasa Electric Lunar Rover Simulator”, o jogo interativo faz com que usuários executem várias tarefas de apoio à missão, incluindo o transporte de suprimentos a vários pontos.

Usuários também têm que acompanhar de perto o consumo de energia.

O aplicativo gratuito já está disponível na loja virtual iTunes.

Telas do jogo Nasa Lunar Electric Rover, que está disponível gratuitamente para iPhone e iPod Touch

Se você ainda não tem, já está na hora de comprar um iPhone não é mesmo?!

Endeavour leva ao espaço módulo de serviço e cúpula panorâmica

Acabou não dando pra postar ontem, sorry ^^

Com apenas um dia de atraso, mas dentro da hora marcada, o Ônibus espacial Endeavour partiu na manhã de segunda-feira (08/02) da plataforma de Cabo Kennedy, na Flórida, com destino à Estação Espacial Internacional, ISS. O lançamento foi o último disparo de um ônibus espacial a ocorrer no período noturno e o 32º voo com destino ao complexo orbital.

Ônibus espacial Endeavour, após lançado para a missão STS-130 para enviar o módulo Tranquility à Estação Espacial Internacional


Havia a preocupação inicial de que as condições do tempo nas pistas de aterrissagem de emergência não colaborassem e o lançamento pudesse ser suspenso, mas assim que o as condições meteorológicas se tornaram satisfatórias na pista de Zaragoza, na Espanha, os diretores de voo concordaram que não havia mais impedimentos e o lançamento ocorreu às 07h14 pelo horário de Brasília. Dois minutos depois os propulsores de combustível sólido se desprenderam das laterais do ônibus e oito minutos após a ignição era a vez do gigantesco tanque de combustível ser descartado, com o Endeavour entrando na órbita da Terra.

Batizada de STS-130, a missão é composta de seis astronautas que permanecerão no espaço por 13 dias. Durante esse período serão realizadas três atividades extraveiculares – EVAs – com o objetivo principal de anexar à ISS o módulo pressurizado de trabalho “Tranquility”, além de uma cúpula panorâmica de seis janelas, que permitirá melhor capacidade de observações da Terra e do espaço.

A missão STS-130 será comandada pelo coronel George Zamka, auxiliado pelo piloto da força aérea Terry Virts, em sua primeira participação em voos espaciais. As atividades extraveiculares serão conduzidas por quatro especialistas: a capitã da marinha Kay Hire, em seu sua segunda missão, Nicholas Patrick, também na segunda missão, o veterano de três voos Steve Robinson e o tenente-coronel Bob Behnken, também na segunda missão.

Cada um dos passeios espaciais terá duração aproximada de 6.5 horas. O primeiro ocorrerá no quinto dia da missão, quando os astronautas Behnken e Patrick removerão a cobertura de proteção do módulo Unity, que receberá o módulo Tranquility com auxílio do braço robótico. Em seguido os astronautas instalarão quatro sistemas de cabos entre os módulos Unity e Tranquility, necessários à alimentação e comunicação do módulo.

No sétimo dia tem início o segundo passeio espacial, quando os conectores do sistema de refrigeração entre os módulos Unity e Tranquility serão instalados pelos astronautas Behnken e Patrick. Além disso, a dupla de especialistas posicionará uma das faces do módulo Traquility em direção à Terra. Esse procedimento permitirá que a cúpula panorâmica seja reposicionada no próximo passeio espacial.

No décimo dia os mesmos astronautas voltam ao espaço e acionam definitivamente as linhas de refrigeração do Tranquility e os cabos de dados. Em seguida removerão a proteção da cúpula e instalarão os corrimões de segurança ao seu redor.

Da Apollo11

Para mais vídeos da NASA em Alta Resolução, você pode baixar AQUI. (: