Encontrado robô soviético perdido na Lua há 40 anos

Os robôs soviéticos Lunokhod 1 e 2 mediam 2,3 metros de comprimento por 1,5 metro de altura. Os dois levavam uma carga extremamente preciosa para os cientistas: um refletor de laser que é um elemento essencial para pesquisas sobre a Teoria da Relatividade de Einstein.(Imagem: UCSD)


Lunokhod e seu refletor

Uma equipe de físicos e astrônomos localizou o robô soviético Lunokhod 1, enviado para a Lua na missão Luna 17, da extinta União Soviética, há mais de 40 anos.

Várias equipes de cientistas ao redor do mundo rastrearam o robô inúmeras vezes, interessados em uma carga extremamente preciosa que ele levava a bordo, um refletor de laser que é um elemento essencial para pesquisas sobre a Teoria da Relatividade de Einstein.

A sonda Luna 17 pousou na Lua no dia 17 de Novembro de 1970, liberando o Lunokhod 1, que fez suas pesquisas até o dia 14 de Setembro de 1971, quando os cientistas soviéticos perderam contato com ele.

Perdido na Lua

Nenhuma das equipes teve sucesso em localizar o robô e seu refletor, e a maioria dos cientistas havia desistido de encontrar o Lunokhod 1. Menos a equipe do Dr. Tom Murphy, da Universidade da Califórnia, em San Diego.

Suas expectativas aumentaram quando a sonda LRO, da NASA, começou a enviar imagens de alta resolução da Lua, que permitiram visualizar os restos da missão Apollo.

O Lunokhod 1 foi localizado em uma das imagens como um pequeno ponto iluminado, a quilômetros de distância de onde os cientistas procuravam, com base em cálculos que levavam em conta o local de pouso da Luna 17 e os registros dos últimos sinais de rádio enviados pelo robô.

“Acontece que estávamos procurando cerca de uma milha da posição real do robô,” disse Murphy. “Nós conseguíamos varrer apenas uma região do tamanho de um campo de futebol de cada vez. As imagens recentes da LRO, juntamente com a altimetria laser da superfície, nos deram coordenadas com precisão de 100 metros. Então tivemos que esperar apenas até termos o telescópio em boas condições de observação.”

O Lunokhod 1 foi localizado em uma das imagens da LRO como um pequeno ponto iluminado, a quilômetros de distância de onde os cientistas procuravam, com base em cálculos que levavam em conta o local de pouso da Luna 17 e os registros dos últimos sinais de rádio enviados pelo robô. (Imagem: NASA/GSFC/Arizona State University)

Refletores de laser na Lua

Os cientistas procuram por desvios na teoria da relatividade geral de Einstein medindo o formato da órbita lunar com uma precisão de um milímetro.

Isto é feito medindo o tempo que leva para que a luz de um laser disparado da superfície da Terra reflita-se em refletores ópticos deixados na Lua pelos astronautas da missão Apollo.

A temporização precisa da reflexão do laser permite o cálculo da distância e o desenho da órbita da Lua com grande precisão.

“Nós utilizamos os três refletores instalados na Lua pelas missões Apollo 11, 14 e 15,” explica Murphy, “e, ocasionalmente, o refletor a bordo do robô soviético Lunokhod 2, embora ele não funcione bem o suficiente quando está iluminado pela luz solar.”

Centro da Lua

Mas há grandes vantagens em contar com um quinto refletor, e é por isso que a busca pelo Lunokhod 1 ocupou tantos cientistas ao longo dos últimos 40 anos.

São necessários três refletores para determinar a orientação da lua. Um quarto acrescenta informações sobre a distorção imposta pelas marés, e um quinto daria informações precisas sobre o ponto no espaço equivalente ao centro da Lua.

“O Lunokhod 1, devido à sua localização, alavancaria a compreensão do núcleo líquido da Lua, e nos daria uma estimativa precisa da posição do centro da Lua, que é de suma importância para mapear sua órbita e testar a teoria da gravidade de Einstein,” explica Murphy.

As primeiras observações permitiram determinar a posição do refletor com precisão de um centímetro. Os cientistas esperam melhorar essas medições ao longo dos próximos meses, para dar a precisão necessária aos estudos da teoria da relatividade.

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Rússia lançará novo telescópio que poderá substituir o Hubble

Os americanos que se cuidem: um novo observatório que poderá substituir o telescópio espacial Hubble entrará em operação em 2013. Liderado pela Rússia, o projeto é uma parceria entre a Espanha, Alemanha, Ucrânia e China e foi apresentado na última semana pela Universidade Complutense de Madri, UCM. Segundo a apresentação, o novo equipamento será colocado em órbita a 35800 km de altitude e vai permitir observações sem interferência da atmosfera no comprimento de onda do ultravioleta.

Concepção artística do novo telescópio ultravioleta que entrará em operação a partir de 2013.

Batizado de World Space Observatory – Ultraviolet, WSO-UV, o novo instrumento permitirá aos astrônomos conhecerem melhor a composição e a distribuição do material intergaláctico, a evolução química do Universo e analisar a atmosfera de outros planetas e estrelas.

O Hubble, lançado em 1990, foi o primeiro telescópio no espaço que conseguiu captar imagens de fenômenos jamais registrados. Há menos de um ano, em maio de 2009, uma missão do ônibus espacial Atlantis alcançou o Hubble para realizar trabalhos de concerto e upgrade no telescópio, que corria grande risco de ser desativado depois de quase 20 anos de funcionamento. Depois de restaurado, o telescópio voltou a enviar dados para a Terra e a Nasa pretende mantê-lo em operação até 2014.

A Rússia deve atuar depois do fim da missão Hubble e seu telescópio será o único observatório com capacidade para espectroscopia em ultravioleta no seguimento entre 100 nm e 320 nm (nanômetros), impossibilitada de ser feita devido à absorção da atmosfera terrestre. Segundo seus idealizadores, o equipamento deverá funcionar entre 2013 e 2023.

O novo observatório contará com um telescópio de 1.7 metros de abertura, que apesar de ser menor que o telescópio Hubble terá maior capacidade de análises espectroscópicas. Segundo informações colhidas no site do projeto, o WSO será equipado com três espectrômetros de alta e baixa resolução fabricados na Alemanha e na China, além de câmeras de alta sensibilidade nos espectros visível e ultravioleta.

Órbita e Controle

Outra diferença com relação ao Hubble será o tipo de órbita em que o WSO será colocado. Enquanto o Hubble completa uma revolução ao redor da Terra a cada 97 minutos a 560 km de altitude, o novo observatório permanecerá a 35800 km de altitude e completará uma volta a cada 24 horas, permanecendo sempre sobre a mesma região do planeta, em uma órbita chamada de geosíncrona. Devido à inclinação orbital de 51 graus acima do equador, o WSO não permanecerá sempre sobre a linha do equador, mas descreverá um “8” acima da Europa, como mostra a figura abaixo.

Diagrama orbital do observatório acima da linha do equador.

Depois de lançado, dois centros deverão dividir as operações de controlar o novo telescópio. Um deles será instalado no Instituto de Astronomia da Academia de Ciências Russa e outro na Escola de Estatística da universidade de Madri.

Fonte: Apolo11
Crédito das imagens: Universidade Complutense de Madri, UCM e World Space Observatory-Ultraviolet – WSO-UV.

Soyuz TMA-16 já está acoplada ao novo módulo Poisk

A equipe Soyuz TMA-16 concluiu com sucesso nesta quinta-feira (21), a operação que desconectou a nave russa do módulo Zvezda e acoplou ao novo módulo Poisk da Estação Espacial Internacional (ISS).

A manobra foi feita manualmente pelo cosmonauta russo Maxim Surayev às 8h24, no horário de Brasília, segundo informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

O módulo Zvezda está livre para o engate da nave Progress M-04M, prevista para ser lançada no dia 3 de fevereiro da base de Baikonur, no Cazaquistão. A altura da plataforma orbital será corrigida durante este fim de semana com a ajuda dos propulsores do módulo Zvezda.

A nave russa Soyuz TMA-16 retorna à Terra só em março trazendo o astronauta da Nasa Jeff Williams e o cosmonauta Maxim Surayev.

Em abril, a Soyuz TMA-18 levará à ISS três novos tripulantes, os cosmonautas russos Aleksandr Skvortsov e Mikhail Kornienko e a astronauta americana Tracy Caldwell. A nave deverá realizar o engate no novo módulo Poisk.

Além da Rússia, os Estados Unidos vão continuar utilizando as naves espaciais Soyuz para colocar astronautas em órbita no que vem. Até final de 2010, os ônibus da agência espacial americana já devem estar fora de circulação.

Foto: Soyuz TMA-16 foi acoplada com sucesso ao novo módulo Poisk na Estação Espacial Internacional em operação nesta quinta-feira.
Crédito: Roscomos
Fonte: Apolo11

Cosmonautas russos iniciam caminhada na ISS para acoplagem de módulo

Os dois cosmonautas russos da Estação Espacial Internacional (ISS), Maxim Surayev e Oleg Kotov, iniciaram nesta quinta-feira (14) uma caminhada espacial que durará quase seis horas, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais da Rússia.

Os cosmonautas abriram os alçapões do módulo de acoplagem Pirs às 8h05 de Brasília e devem voltar à plataforma orbital às 13h31 de Brasília, disse às agências russas o porta-voz do Centro, Valery Lyndin.

O objetivo da caminhada é instalar cabos de comunicação entre o módulo de serviço Zvezda e o pequeno módulo científico Poisk –recém-chegado à ISS– assim como instalar no mesmo alguns equipamentos e antenas do sistema radiotécnico Kurs para operações de acoplagem de naves.

Isso permitirá ao cosmonauta Surayev que na próxima quinta-feira (21) desenganche do módulo Zvezda a nave Soyuz TMA-16 e a acople pela primeira vez ao Poisk. Depois disso, será possível corrigir a altura da estação com ajuda dos propulsores dessa nave.

Surayev e Kotov deverão também desmontar para levar de volta à Terra um contêiner com microorganismos que permaneceu instalado no exterior do módulo Pirs e exposto aos efeitos da radiação solar durante mais de 30 meses.

Além dos dois cosmonautas russos, a atual missão permanente na ISS é integrada por dois astronautas americanos, Jeff Williams e Timothy Creamer, e pelo japonês Soichi Noguchi.